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Enquanto o Rio Grande do Sul vive o período de colheita do milho, uma área experimental do Centro Regional de Treinamento John Deere FAHOR cumpre um papel que vai além da produção agrícola: transformar cada etapa da lavoura em conhecimento técnico, formação profissional e desenvolvimento para o agro da região.

Na Safra 2025/2026, foram cultivados três hectares de milho da variedade Agroeste VT PRO4, plantados em 15 de agosto de 2025 e colhidos em meados de janeiro de 2026. Todo o processo — do plantio à colheita — foi realizado com o uso intensivo de tecnologia embarcada e agricultura de precisão, integrando máquinas, dados e tomada de decisão.

Segundo o instrutor do Centro de Treinamento, Denilson Zucatto, o grão colhido não tem caráter comercial.

“O milho colhido será reinvestido na própria lavoura, com foco na melhoria contínua da produtividade e no aprimoramento dos treinamentos realizados no CT”, explica.

Plantio de precisão como base do processo

O plantio foi realizado com a nova plantadeira da John Deere modelo 3123FT, equipamento que integra flexibilidade e transportabilidade, com tecnologia de plantio MaxEmerge 5e que possibilita plantio de alto desempenho e excelente plantabilidade. A população de milho aplicada foi de 66.800 sementes por hectare, seguindo as recomendações agronômicas regionais.

Os resultados do plantio reforçam o papel da tecnologia no campo:

  • Coeficiente de variação: 16%
  • Singulação: 94,9%
  • Falhas: 1,7%
  • Duplas: 1,2%

“Uma incidência baixa de falhas e duplas representa eficiência operacional e boa resposta da tecnologia aplicada. Esses números são fundamentais para avaliar o desempenho da lavoura e orientar decisões futuras”, destaca Denilson.

Dados que conectam plantio, manejo e colheita

Durante todo o ciclo da cultura, todas as operações — plantio, pulverização e colheita — foram registradas no John Deere Operations Center. A integração dos dados permite análises comparativas entre as etapas, gerando informações estratégicas para ajustes técnicos e planejamento das próximas safras.

“Com essas informações, conseguimos avaliar cenários reais e auxiliar na tomada de decisão para a próxima Safra. É a lavoura funcionando como sala de aula”, resume o instrutor.

Formação que retorna à comunidade

O trabalho desenvolvido no Centro de Treinamento John Deere FAHOR reflete uma proposta que vai além do ambiente acadêmico. Ao investir em ensino prático, tecnologia e agricultura de precisão, o CT contribui diretamente para a qualificação de profissionais, o fortalecimento do setor agropecuário e o desenvolvimento regional.

Em um momento em que o milho segue como uma das principais culturas do estado e do país, iniciativas como essa reforçam o papel da educação técnica como aliada da produtividade, da inovação e da sustentabilidade no campo.

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