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Encontro com profissionais da área mostrou aos acadêmicos que a comunicação acessível também faz parte da realidade de empresas, instituições e diferentes espaços da sociedade

Como a comunicação com uma pessoa surda acontece em uma empresa? Qual é o papel de um profissional Tradutor e Intérprete de Libras? E quais situações do cotidiano ainda representam desafios para a comunidade surda?

Essas foram algumas das questões abordadas do dia 22 de setembro, em um encontro especial da disciplina de Libras da FAHOR, ministrada pela professora Alessandra Franzen Klein. Os estudantes receberam profissionais que atuam com Tradução e Interpretação de Libras/Língua Portuguesa (TILSP) para conhecer mais sobre a profissão, os serviços disponíveis no município e situações concretas relacionadas à acessibilidade.

A atividade contou com a participação de Juliana Peiter, intérprete da Central de Interpretação de Libras (CIL) de Horizontina, e Sandra Grun, intérprete da EMEF Monteiro Lobato. 

Durante a conversa, foram apresentados aspectos da atuação profissional, boas práticas de comunicação e questões relacionadas aos direitos e à autonomia das pessoas surdas.

Entre os exemplos compartilhados com os estudantes estiveram situações do cotidiano, como o acesso de uma pessoa surda a serviços e procedimentos, incluindo questões relacionadas à obtenção da carteira de motorista. A abordagem ajudou a aproximar os conteúdos trabalhados em sala de aula das situações que podem ser encontradas nos ambientes profissionais e na sociedade.

Mais do que conhecer sinais, a proposta da disciplina é ampliar a compreensão dos estudantes sobre a comunicação e a inclusão. Para a professora Alessandra Franzen Klein, o contato direto com a Língua Brasileira de Sinais, com a comunidade surda e com profissionais intérpretes contribui para uma mudança de perspectiva.

“Eles percebem que a Libras não é apenas um conjunto de gestos ou uma disciplina para cumprir créditos curriculares; ela é uma ponte viva para a cidadania, para a inovação e para a atuação profissional real”, destaca Alessandra.

Segundo a professora, essa vivência também ajuda futuros engenheiros e economistas a compreenderem a acessibilidade para além do cumprimento de exigências legais, reconhecendo-a como uma competência que pode fazer diferença nas relações de trabalho, na liderança de equipes e também na relação das empresas com seus clientes.

“Quando fututros engenheiros ou economistas tem essa vivência acadêmica, eles deixam de enxergar a acessibilidade como um mero cumprimento de cota legal e passam a entendê-la como competência estratégica e humana”, afirma.

A professora também destaca que pessoas surdas estão presentes em diferentes espaços da sociedade e que profissionais preparados para se comunicar e promover ambientes acessíveis podem contribuir para relações de trabalho mais inclusivas.

Libras na formação dos estudantes

A disciplina de Libras faz parte da formação dos estudantes da FAHOR e busca aproximar os conteúdos acadêmicos de situações concretas de comunicação e convivência.

Além deste encontro com profissionais da área, a disciplina também promoveu recentemente a atividade “Cozinha com Libras”, que reuniu estudantes e pessoas surdas da comunidade em uma experiência prática de comunicação durante o preparo de uma refeição.

As iniciativas reforçam uma proposta de aprendizagem que combina conhecimento, experiência e contato com diferentes realidades, preparando os estudantes para reconhecer a acessibilidade como parte das relações profissionais e sociais.

https://albuns.fahor.com.br/album/7424-disciplina-de-libras-recebe-interpretes-de-libras-para-troca-de-informacoes-sobre-acessibilidade-na-lingua-2026-09-21