O Grupo Amamos Bichos surgiu da iniciativa de duas moradoras da cidade de Horizontina, Mili Weide e Marlei Kohl, no ano de 2012, após serem informadas de um caso de maus-tratos. Depois desse dia, elas nunca mais pararam de ajudar e as pessoas foram conhecendo esse trabalho, o grupo aumentou e novas pessoas apaixonadas pela causa passaram a ser integrantes.

O objetivo do grupo é zelar pela integridade da vida dos animais vítimas do descaso e maldade da sociedade, melhorando as condições gerais em casos de risco, abandono e/ou maus tratos.  O Grupo não possui um número fixo de membros e por isso toda pessoa de boa vontade e que queira ajudar será bem recebida.

É intrigante por ser numa cidade pequena o frequente número de casos de animais em situação de abandono ou que são maltratados pelos donos. De acordo com o grupo de voluntários, o abandono pode ser:

- Afetivo:  onde o cão/gato permanece na residência da família mas é vítima de descaso (permanece preso ou amarrado sem condições de higiene básica, vacinação, alimentação e água);

- Descarte: onde o animal é largado à própria sorte, normalmente em estradas, praças, parques, próximo a petshops, clínicas veterinárias ou casas de protetores.

“Uma das principais consequências do abandono, além do sofrimento animal, é o aumento da população de animais de rua, reprodução desenfreada, riscos para saúde pública. As causas mais comuns para o abandono são: mudança de endereço, restrição da presença de animais de estimação no condomínio ou pelo locatário do imóvel, dificuldades financeiras, problemas pessoais do tutor, número elevado de animais por residência, alergia, nascimento de filho, falecimento do tutor, porte do animal, incompatibilidade entre animais de estimação ou não adaptação (danos materiais), entre outros. Baseado na nossa experiência ambos casos são consequências de quando não ocorre uma adoção responsável”, informa o grupo.

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Mas o que se entende por Adoção Responsável?

“Adotar um animal de estimação prevê tempo para dedicação ao novo membro da família, requer organização financeira, pois existem custos com alimentação, veterinário, vacinação, castração e cuidados básicos. Também, como o próprio nome diz, ao tornar-se responsável pelo animal devem ser consideradas as férias, viagens e encaixe do cuidado que o animal exige na rotina diária do tutor”, esclarece.

São considerados maus tratos quando acontece as seguintes situações: 

- Abandono

- Violência; (agressões como espancamento, mutilação, envenenamento)

- Privação de alimento, água, abrigo de frio, chuva e calor;

- Descaso e falta de cuidados veterinários;

- Manter o animal preso em pequenos espaços sem condições de iluminação, ventilação e higiene;

- Submeter o animal a tarefas exaustivas além de suas forças;

- Utilizar animais em espetáculo ou condições de estresse;

- Capturar e manter em cativeiro animais silvestres; 

- Canis clandestinos para reprodução e comercialização de forma abusiva;

- Rinhas;

Quais as penalidades para quem pratica maus-tratos?

A denúncia de maus-tratos é legitimada pelo Art. 32, da Lei Federal nº. 9.605, de 12.02.1998 (Lei de Crimes Ambientais) e pela Constituição Federal Brasileira, de 05 de outubro de 1988. O artigo diz que:

“Art. 32. Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos: 

Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa. 

§ 1º. Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.

§ 2º. “A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.”

 

Como é possível ajudar nessas situações? 

Através de denúncias para Polícia Civil ou grupos de protetores de animais, preferencialmente com vídeo comprobatório, registro do B.O na Delegacia que pode ser feito até de forma online. Também é possível doar ração ou valores para os grupos que auxiliam no resgate e tratamento das situações de risco e que oferecem um lar temporário, ou ainda intermediando adoções responsáveis, auxiliando na conscientização e divulgação de ações em prol dos animais, dando preferência a adoção ao invés da compra de animais, priorizando a castração do animal de estimação.

A castração dos animais domésticos também é uma atitude que auxilia na diminuição de animais abandonados. Entre os benefícios da castração destacam-se: Redução do aumento da população e ninhadas indesejadas; Aumento da expectativa de vida; Redução ou eliminação de comportamentos agressivos ou de demarcação de território; Ausência do cio.  

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