
O compromisso da FAHOR com a sustentabilidade, a educação ambiental e o desenvolvimento regional ganhou um novo e simbólico capítulo com a implantação de um Meliponário de Abelhas Sem Ferrão em seu campus. O espaço marca, também, o local onde nasceu oficialmente a Associação dos Meliponários de Horizontina (AMEHZ), entidade que vem fortalecendo, em pouco tempo, a criação consciente de abelhas nativas na região.
O que para muitos associados começou como um hobby transformou-se em uma importante alternativa de renda sustentável, por meio da produção e comercialização de mel e seus derivados, hoje presentes em feiras, congressos e diversos eventos. A iniciativa reforça a conexão entre educação, preservação ambiental e geração de oportunidades.
Um dos destaques do projeto é a participação do Sr. Nelson Angnes, presidente da FEMERS – Federação dos Meliponicultores do Rio Grande do Sul, natural de Horizontina e atualmente residente em Porto Alegre. Reconhecido como um dos grandes incentivadores da meliponicultura no Estado, Nelson mantém forte vínculo com sua cidade natal e, como gesto de apoio e confiança no projeto, doou 40 caixas de abelhas sem ferrão, sendo 20 com enxames de jataí/mandaçaia e 20 com enxames de canudo.
A doação simboliza uma convicção compartilhada pelos envolvidos na iniciativa: tudo começa pela educação. A presença das abelhas sem ferrão evidencia sua importância para o equilíbrio dos ecossistemas, a polinização de plantas nativas e cultivadas, a redução do uso de defensivos agrícolas, além dos benefícios do mel para a saúde e da geração de renda sustentável.
Segundo a professora Eng. Ma. Darciane Eliete Kerkhoff, coordenadora do curso de Engenharia Química da FAHOR, as caixas instaladas no campus terão papel fundamental nas atividades de ensino, pesquisa e extensão. “As abelhas sem ferrão, além de essenciais para a biodiversidade, são seguras para ambientes educacionais e permitem a aproximação de estudantes, professores e visitantes, fortalecendo o aprendizado prático e a consciência ambiental”, destaca.
Estudos de instituições como a Universidade de São Paulo apontam, ainda, que essas espécies são indicadoras de qualidade ambiental, pois dependem de ambientes equilibrados e com diversidade de plantas para sobreviver.
Para o diretor da FAHOR, Sedelmo Desbessel, a iniciativa representa um esforço coletivo marcado pelo cuidado com a natureza e com as futuras gerações.
“Nosso sincero agradecimento ao Nelson Angnes, a todos os associados, ao presidente Ernane, ao Marcos e ao incansável Anir, que não tem medido esforços para o desenvolvimento deste espaço mágico, construído com dedicação, cuidado e profundo compromisso com a natureza”, ressalta.
O meliponário passa a integrar os diversos espaços educativos já existentes no campus da FAHOR, como a área de lazer, a trilha ecológica, o parque de máquinas agrícolas e os laboratórios. Agora, o Meliponário de Abelhas Sem Ferrão amplia ainda mais o potencial educativo, ambiental e turístico da instituição, reafirmando seu papel na formação cidadã e no desenvolvimento sustentável.
