
No dia 15 de abril, a FAHOR, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Alegria (SMEC), realizou o segundo módulo da formação “Educação 5.0: Inteligência Artificial e Metodologias Ativas no dia a dia da Escola”. A iniciativa integra uma proposta formativa voltada à qualificação da prática docente por meio do uso pedagógico da Inteligência Artificial e das metodologias ativas.
Nesta etapa, os professores tiveram como foco a pesquisa qualificada e a curadoria digital, aprofundando o processo formativo iniciado no primeiro encontro. O módulo marcou a passagem do encantamento inicial com as ferramentas para uma abordagem mais prática e estratégica, centrada em como utilizar a Inteligência Artificial de forma crítica, intencional e alinhada às demandas reais da escola.
A formação foi conduzida pela Profa. Dra. Ana Paula Cecatto, que orientou os participantes na construção de experiências de aprendizagem mais significativas e de alto impacto. A proposta do encontro reforçou o papel do professor como mediador e arquiteto de experiências, utilizando a tecnologia como suporte às metodologias ativas, sem perder de vista a autoria docente, o olhar pedagógico e o protagonismo do estudante.
Durante o módulo, os professores realizaram atividades práticas com o apoio do assistente virtual “Prompt Profes Alegria”, desenvolvido para qualificar a elaboração de comandos pedagógicos e permitir aos participantes estruturar planos de aula alinhados à BNCC, priorizando níveis mais complexos de aprendizagem, como análise, aplicação e criação.
A formação também contemplou o uso de ferramentas de apoio à pesquisa e à validação de informações. Com o Perplexity AI, os docentes realizaram buscas mais precisas para localizar dados estatísticos e materiais didáticos contextualizados à realidade gaúcha e ao contexto local de Alegria. Já com o Consensus, aprofundaram a busca por evidências científicas revisadas por pares, ampliando a consistência teórica e metodológica dos conteúdos trabalhados em sala de aula.
Ao final das atividades, os participantes organizaram os materiais produzidos no NotebookLM, definindo o chamado “refrão da aula”, os conhecimentos essenciais que os estudantes precisam consolidar ao término de cada proposta pedagógica. O encontro reafirmou que, embora a Inteligência Artificial possa atuar como um copiloto eficiente no planejamento e na pesquisa, a intencionalidade pedagógica, o critério de seleção e a responsabilidade formativa seguem sendo atribuições fundamentais do professor.
A formação integra uma proposta mais ampla desenvolvida pela FAHOR para apoiar professores da educação básica no uso ético, crítico e pedagógico da Inteligência Artificial, articulando inovação, pesquisa qualificada e práticas centradas na aprendizagem.


